sexta-feira, 1 de maio de 2009

Como ficar sem insónias?

É fácil, vá ao google e procure uma página do livro Memorial do Convento, e começe a ler em voz alta, pouco depois está a dormir.
Estou aqui a fazer paródia do Nobel da Literatura português. De português tem pouco, e de Nobel nada. Um livro que não define o tempo verbal, que não tem parágrafos, não tem pontuação, não tem falas, que aparecem no meio do texto corrido como se fosse tudo uma grande salada russa e o leitor é que tem que perceber que é uma fala e adivinhar quem está a falar.
Se alguém conseguir ler uma página do livro, cumprindo as regras de pontuação e não sufoque, dou-lhe os meus parabéns, pois eu não consigo, pois não existe pontuação.
Chamam a isto português?
Ainda por mais pretendem ensinar português com livros destes?
Eu posso não ser nenhum especialista em português, mas escrevo com as regras básicas do Português de Portugal, e não com as regras inventadas por este autor ou por um estúpido acordo ortográfico.

2 comentários:

Anónimo disse...

Quem escreveu isto ignora o conceito de liberdade artistica. O escritor tem de transmitir algo, nao é escravo de regras, da mesma forma que o pintor não tem que imitar a realidade. tambem nao gostei do livro, mas acho mal criticar a forma

Anónimo disse...

Discordo totalmente... Um escritor para ter valor tem que sair da banalidade e Saramago saiu de uma maneira simplesmente fantastica. É um escritor fora de serie!