quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A Solução para a crise

Actualmente de forma mais ou menos grave todos os países do mundo estão a atravessar uma crise económico-financeira que teve origem nos EUA.
Esta tem-se agravado aos poucos, e tem provocado o aumento progressivo do desemprego, o que tem gerado descontentamento social, e degradação da economia e estagnação do crescimento económico.
Muitos teóricos da especialidade em Portugal e no Mundo têm-se perguntado como resolver esta crise. Vamos voltar aos antigos Marx? Keynes?. Ninguém sabe, ou talvez saibam quem sabe?
Após ler um artigo da revista Visão, intitulado "MarxCola?" do dia 5 de Fevereiro, interroguei-me de qual seria a melhor forma de resolver a crise.
Acho que em termos de escolher uma teoria para se adoptar, não se deve adoptar nenhuma em concreto mas sim fazer uma recolha dos melhores pontos de cada uma das teorias. Aliás temos tantas para escolher. Tantas como o Manifesto Comunista de F. Engels e K. Marx, o Socialismo-Comunismo; as teorias de John Maynard Keynes (Keynesianismo), as bases do estado providência ou outras suas derivantes e não só.
Assim podemos retirar os "pontos brilhantes" de cada uma das teorias para poder garantir a satisfação dos trabalhadores e patrões. Pois uma sociedade só pode ser considerada desenvolvida quando não existir pobreza, discriminação social, poder político concentrado numa minoria, e enquanto a única preocupação de um país for o crescimento económico. Pois de que serve o crescimento económico se a população na sua grande maioria viver miseravelmente?
Sendo assim fica aqui a minha proposta de que "pontos brilhantes" se devem retirar em cada aspecto mais geral.
Em termos de igualdade, opto pela teoria Marxista - distribuição igualitária da riqueza e igualdade de oportunidades.
Quanto á propriedade, esta deve estar nas mãos dos privados (como no Capitalismo), pois assim se poderá rentabilizar recursos, e além as populações podem ter casas e terrenos próprios, o que não acontece no Socialismo onde estes são entregues á colectividade.
Quanto á eficiência, volto a optar pelo capitalismo, devido á preocupação na rentabilização de recursos (que promove um desenvolvimento sustentável) e que procura um constante aperfeiçoamento dos seus produtos e formas de produzir, contudo o Estado deve limitar o número de empresas em cada sector, por 2 motivos. Primeiro evitar crises de superprodução, Segundo evitar que algum sector fique prejudicado e não seja desenvolvido.
Quanto ao emprego aqui o Marxismo volta a ter força de peso, com a procura do pleno emprego (que acabaria com a pobreza), contudo peca por o levar ao extremo e existirem demasiados trabalhadores para a mesma tarefa, mas se todos os sectores da economia tiverem de bem e de igual modo desenvolvidos todos os trabalhadores terão oportunidade de obter emprego nos mais variados sectores com as mais variadas funções sem ser preciso número de trabalhadores excessivos para cada tarefa.
Agora a questão dos preços. Acho que devem ser regidos pelos vendedores dentro de limites impostos pelo Estado, ou seja, uma Liberalização parcial dos preços, que evitaria elevadas inflações ou deflações.
Por último, mas não menos importante a protecção social. O Estado através das contribuições sociais deve ser o garante do nível de vida digno da população após a reforma, pois os trabalhadores não servem só para produzir enquanto conseguem exercer as suas funções e depois desprezá-los. Pelo contrário os cidadãos reformados devem ter garantida a sua reforma bem como os actuais activos como forma de recompensa pelos anos de trabalho.
Tendo em conta o momento actual cabe aos Estados tomarem medidas para saírem deste "fosso" o mais rapidamente possível. Estas medidas devem passar pelo reforço do investimento estatal em sectores menos desenvolvidos, apoio aos outros sectores mais desenvolvidos e diminuição de despesas supérfluas como os gastos com os "extras" do alto funcionalismo público e despesas inúteis e não produtivas dos ministérios.

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